quarta-feira, 19 de maio de 2010

TRAGÉDIA!

Os casos de cyberbullying, no entanto, nem sempre terminam de forma pacífica. Estados Unidos, Megan Méier, de apenas 13 anos, foi mais uma vítima. Durante um mês ela manteve um “namoro virtual” com um jovem de 16 anos chamado Josh Evans, que havia conhecido através do MySpace. O romance terminou quando o rapaz subitamente passou a agredi-la e mandou-lhe uma mensagem dizendo que “o mundo seria melhor se você não existisse”. No dia seguinte, jovens que tinham link para o perfil de Josh no MySpace aderiram à briga e passaram a insultar Megan. A adolescente deixou o computador e foi para seu quarto aos prantos. Apenas 15 minutos depois, sua mãe encontrou-a enforcada. Algumas semanas depois da morte de Megan, os pais dela descobriram que Josh Evans era, na verdade, uma vizinha de 47 anos que morava a quatro casas de distância da família, e havia inventado o perfil junto com sua filha “apenas para zoar”. O caso chocou a população e os vereadores locais aprovaram uma lei para punir os casos de assédio e perseguição na internet.

Histórias como esta têm se repetido em várias partes do mundo

Em 2006, o estudante de Educação Física, Thiago Arruda, 19, foi alvo de uma comunidade no Orkut, criada apenas para inventar boatos sobre os moradores da cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Chamado de “homossexual e pedófilo” e agredido nas ruas por pessoas que acreditavam nas acusações, Thiago suportou quase um ano de humilhação até que, em março do ano passado, ele escreveu na internet que caso as agressões não parassem, ele se mataria. A resposta que teve dos membros da comunidade foi um incentivo ao suicídio, em que até mesmo o “melhor método” foi ensinado. No dia seguinte às mensagens, Thiago foi encontrado morto dentro do seu carro, estacionado na garagem de sua casa. Com uma mangueira no escapamento do automóvel, ele levou o fluxo de monóxido de carbono (gás que, quando inalado em grandes quantidades causa morte por asfixia) e morreu sufocado. Na época, a polícia do Paraná chegou a identificar alguns membros da comunidade, mas ninguém foi preso.

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